Nutraceuticos


DEFINIÇÃO


Imunomodulação significa regular ou balancear o sistema imune. Um sistema imune normal tem a capacidade para se auto estimular em resposta a uma substância estranha, assim como, se auto inibir para manter a função imune apropriadamente. É importante estabelecer-se a distinção entre estimulação e modulação. A estimulação não é, necessariamente, um processo natural e pode ser o resultado do uso, pelo sistema imune, de fontes críticas necessárias provenientes de algum ponto desse sistema, para defender o corpo de uma outra substância estranha. A modulação, por outro lado, é um processo natural que espelha a função normal. Os Imunomoduladores oferecem uma poderosa ferramenta para controlar as doenças infecciosas. Esses compostos modulam (estimulam ou suprimem) o sistema imune de uma maneira não específica. A estimulação da imunidade é também importante para a defesa do hospedeiro contra o câncer. Este último ocorre, por exemplo, pela ativação dos macrófagos tumoricidas em resposta a imuno moduladores. Estes, também, podem ser usados no tratamento de doenças causadas pelo desarranjo do sistema imune como é o caso da artrite.

 

NUTRACÊUTICOS IMUNOMODULADORES: Exemplos:

 

FITOSTERÓIS

 

Os fitonutrientes conhecidos como fitosteróis estão, muito brevemente,  por revolucionar o campo da medicina preventiva. A pesquisa científica indica que estas substâncias têm a propriedade única de estimular as capacidades do sistema imune. Nunca antes testemunhou-se nutrientes com tanta versatilidade de propriedades, as quais permitem não apenas anular os efeitos de viroses e bactérias como também tem o potencial de lidar com doenças autoimunes tais como a artrite reumatóide e a esclerose múltipla. Os fitosteróis são essencialmente gorduras das plantas que incluem o beta-sitosterol e seus glucosídeos, as beta esterolinas. Esses dois fitolipídeos foram isolados em 1922. Entre 1966 e o presente, acima de 5.000 trabalhos de pesquisa científica foram publicadas, todos demonstrando os efeitos positivos do beta-sitosterol e das beta-sitoesterolinas (Esteróis e Esterolinas). Os esteróis e as esterolinas são encontradas juntas na natureza e eles trabalham sinergisticamente para modular o sistema imune.Todas as plantas contém esteróis e esterolinas incluindo as frutas, verduras, castanhas e sementes. Castanhas e sementes não processadas e seus óleos contém a mais rica fonte de esteróis e esterolinas, especialmente as sementes de soja.

 

PROTEÍNAS DO SORO DO LEITE

 

As proteínas do soro do leite bovino são ricas em certos aminoácidos. Os aminoácidos de cadeias ramificadas (leucina valina e isoleucina), que são os aminoácidos chave, podem ajudar a diminuir a fadiga durante exercícios pesados. Outro aminoácido importante, a cisteína, pode ser encontrado na proteínas do soro do leite em quantidade grandes quando comparadas com outras proteínas como a soja e a gelatina onde a cisteína praticamente não existe. Várias proteínas do soro, em função desses aminoácidos têm sido citadas como " imunoestimuladoras"

 

CATEQUINAS

 

Este grupo de flavonóides têm recebido muita atenção numa variedade de estudos clínicos como importantes agentes no tratamento de hepatites agudas e crônicas pela diminuição da bilirrubina, alivio dos sintomas e melhora dos testes clínicos. Tem sido demonstrado que a atividade das catequinas sobre a reabilitação do fígado é devida às suas funções antioxidantes e imuno estimulantes.

 

ÁCIDOS GRAXOS POLI INSATURADOS

 

Existem muitas evidências mostrando que, sob condições dietéticas e de laboratório bem controladas, a ingestão de ácidos graxos pode ter profundos efeitos sobre as doenças auto imunes. O impacto dos ácidos graxos da dieta em modelos animais de doenças auto imunes parece depender do tipo de animal e do tipo e quantidade do ácido graxo no alimento. Dietas baixas em gorduras, com deficiência nos ácidos graxos essenciais ou elevadas em ácidos graxos n-3 de óleo de peixe, ou óleo de linhaça, aumentam a sobrevivência e reduzem a severidade da doença espontânea mediada por auto-anticorpos e, dietas ricas em ácido lonolêico parece que aumentam a severidade da doença. Em doenças auto imunes mediadas por células-T induzidas , as dietas deficientes em ácidos graxos essenciais ou dietas suplementadas com ácidos graxos n-3 parecem aumentar a doença, enquanto ácidos graxos n-6 previnem ou reduzem a severidade. Em contraste, relativo a doenças auto imune mediadas por anticorpos ou células-T, os metabólitos dessaturados e alongados do ácido linolêico são protetores.A supressão dos auto-anticorpos e da proliferação dos linfócitos-T, a apoptose dos linfócitos auto-reativos e a redução pró-inflamatória da produção de citoquinas demonstrados para altas doses de óleo de peixe ou de linhaça são todos prováveis mecanismos pelos quais os ácidos graxos n-3 melhoram as doenças auto imunes. Os mecanismos protetores dos ácidos graxos n-6 nas doenças auto imunes mediadas por células-T são menos claros, porém, pode incluir circuitos auto imune sensíveis ao ácido diono-gama-linolenico e ao ácido araquidônico como efeitos mediados por respostas Th1, TGF beta 1 e Th3. É freqüentemente reivindicado que os ácidos graxos n-6 promovem doenças auto imunes e inflamatórias baseados em resultados observados com o ácido linolêico somente. Em adição aos efeitos dos ácidos graxos dietéticos sobre a imuno regulação, a inflamação, como uma conseqüência da ativação imune numa doença auto imune, pode ser também um mecanismo importante da ação pelo qual os ácidos graxos dietéticos modulam a atividade da doença. Em conclusão, a regulação da expressão gênica, as rotas de sinais de transdução, a produção de eucosanoides e citoquinas e a ação de enzimas antioxidantes são todos mecanismos pelos quais o ácidos graxos n-3 e n-6 podem exercer efeitos sobre o sistema imune e sobre as doenças auto imunes.