Propriedades Nutricionais da Castanha do Pará


Dr.Edson Credidio - Médico Nutrólogo, Doutorando em Ciências de Alimentos pela Unicamp, Título de Especialista em “Gestão da Qualidade e Segurança dos Alimentos” pela Unicamp , Coordenador do Sistema Nutrosoft , Coordenador do Selo ABRAN , Diretor da ABRAN, Professor da Pós - Graduação da ABRAN, Membro da International Colleges for the Advancemente of Nutrition-USA,Membro da American College of Nutrition – ACN – USA,  Membro do Comitê Cientifico da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais-SBAF, Membro Titular da Academia Latino–Americana de Nutrologia. Autor com doze livros publicados.

 

1.Introdução

 

A castanha-do-Brasil, antes conhecida como castanha-do-Pará, é uma semente, do fruto da castanheira,  Conhecida como a Rainha da Floresta Amazônica, a majestosa castanheira pode atingir até 50 metros de altura e mil anos de idade. Considerada uma das maiores riquezas na região dos castanhais amazônicos, é cada vez mais valorizada no mercado por seu alto valor nutritivo e sua relação com a conservação ambiental; é a única semente comercializada internacionalmente que tem que ser coletada na floresta. Tentativas de cultivar a castanheira para exploração comercial falharam, pois a árvore só produz o fruto no habitat natural. Nome científico: Bertholletia excelsa H.B.K., Família botânica: Lecythidaceae Origem: Região amazônica brasileira - basicamente Pará, mas encontra-se também nos Estados de Rondônia, Acre, Amazonas e norte de Goiás e Mato Grosso. Também é encontrada na Amazônia peruana e boliviana. Nome popular: castanha; castanha-do-pará, castanha-do-brasil, juviá, touca, tucá, tocari, árvore: castanheira-do-Brasil, castanheira-do-Pará, amendoeira-da-américa, Traduções: paranussbaum, para-nuss (alemão), nuez del brasil (casteliano), castaña de pará (espanhol), brazil nut, brazilnut, brazilnut-tree, creamnut, paranut (inglês), castagna di Pará (italiano).

 

2.Características da planta

 

Encontradas na floresta de terra firme da Amazônia, a Castanheira-do-Brasil é uma árvore de grande porte que se sobressai acima da copa de outras árvores, podendo atingir até 50 metros de altura. Seu tronco pode chegar a diâmetros de mais de 4 metros, ou roda de 10 a 12 metros. Possui tronco ereto e liso, ramificando-se somente na sua porção superior numa copa proporcionalmente pequena. Tem casca escura e marcada por fendas longitudinais; folhas simples, onduladas e brilhantes, de coloração verde-escura. e flores branco-amareladas vistosas e aromáticas que aparecem de novembro a fevereiro.Desenvolvem-se melhor em clareiras e em áreas não alagadas, com solos argilosos ou argilo-arenosos. As abelhas grandes polinizam suas flores únicas e a cutia é o único animal conhecido que dispersa suas castanhas. Ela abre o ouriço, tira as castanhas, come algumas e enterra outras para comê-las depois. Aquelas que não são desenterradas podem nascer.Cultivo: Plantam-se as sementes, mudas ou enxertos em covas profundas e solo bem adubado, na estação chuvosa. Preferem regiões de clima quente e úmido.Fruto: Também chamados de "ouriços" pelos nativos, o fruto da castanheira é, caracteristicamente, uma cápsula globosa, com uma casca lenhosa de coloração castanho-escura e superfície espessa e bastante dura. Têm de 10 a 15cm de diâmetro e pesam, em média, cerca de 900g, podendo atingir quase dois quilos. Quando os "ouriços" amadurecem (de dezembro a março), eles despencam do alto da castanheira, devendo ser apanhados no chão. Por seu peso e pela altura das castanheiras, esses frutos, muitas vezes, alcançam o chão com tal força e velocidade que, dependendo do tipo de terreno, afundam no solo.Com dimensões e forma equivalentes às de um crânio humano normal, o fruto da castanheira constitui-se em uma resistente cápsula que não se abre espontaneamente (para liberas as sementes é preciso romper a sua porção inferior). Abriga em seu interior, envoltas em polpa amarela, .um número variado de sementes - entre 10 a 25. Essas sementes, cujo tamanho varia entre 4 a 7 centímetros de comprimento, por sua vez,  têm também uma casca bastante dura e rugosa e encerram a amêndoa tão procurada.

 

3.Componentes nutricionais

 

A amêndoa é muito rica em gordura vegetal de boa qualidade que auxilia na oxidação de gorduras ruins como o LDL colesterol. Altamente nutritiva, a castanha tem tanto valor proteico e calorias que é considerada por muitos como uma carne vegetal. Possui  de 12 a 17% de proteínas nas castanhas e 46% de proteínas na farinha sem gordura, enquanto a carne de gado tem de 26 a 31% de proteínas.  A proteína da castanha é quase equivalente à do leite da vaca, contendo aminoácidos completos. A proteína contida em apenas duas amêndoas equivale à de um ovo de galinha. A castanha-do-Brasil também tem minerais como o fósforo, potássio e vitamina B. Em adição, 100g de castanha contém 61g de gordura; 2,8mg de ferro; 180 mg de cálcio e 4,2mg de zinco.Além de proporcionar energia e proteínas, vitaminas e minerais ao organismo, a castanha-do-Brasil possui uma impressionante presença de selênio, um potente antioxidante que protege as células contra os radicais livres, além de conter bons níveis de Vitamina E. Pode ser consumida fresca ou assada, sendo um tira-gosto muito apreciado em todo o mundo. A castanha-do-Brasil participa, também, como ingrediente de inúmeras receitas doces e salgadas. Quando ralada (crua) e misturada com água obtêm-se um leite usado na culinária que pode até substituir o leite de vaca  (para saber como fazer o leite, clique aqui).Da semente  também são extraídos o óleo e o extrato  de castanha-do-Brasil . Com coloração clara, quase transparente, e o um sabor suave e agradável, o óleo dá um toque especial delicioso quando usado em saladas e refogados, bem como em outras receitas culinárias, Recomenda-se o consumo de 5 a 10 g/dia, equivalente a 1 a 2 colheres de sopa/dia. Cada 1g de óleo equivale a 9 cal. Este produto pode ser utilizado por adultos e crianças sem qualquer contra-indicação.Constituintes químicos: ácido alfa-linoléico, ácido linoléico, ácido oléico, ácido palmítico, ácido esteárico, antimônio, cálcio, cério, césio, escândio, esteróis, európio, éter estearina, excelsina, ferro, fósforo, iodo, itérbio, lantânio, lutécio, oleina, proteínas, samário, selênio, tântalo, tungstênio e vitamina B. Propriedades medicinais: antioxidante, emoliente, energizante, hidratante, inseticida, nutritiva. Indicações: evitar a formação de radicais livres (o selênio de uma castanha é maior que a necessidade diária do organismo), fígado, anemia, hepatite, desnutrição. Esmagadas cruas, servem para cauterizar feridas. A água colocada dentro do ouriço, ou a água do umbigo do ouriço, para anemia, hepatite, desnutrição, malária e como energizante. Na medicina popular a casca do caule deste vegetal é utilizada como chá ou sumo para o tratamento de moléstias crônicas do fígado e como antimalárica, e a água do fruto contra hepatite.

 

Composição da castanha-do-brasil

 

 

Composição para porção de 100 gramas

 

 

Calorias                                                       729 cal.

Proteínas                                                    17,00g

Gorduras                                                    67,00g

Carboidratos                                             7,00 g

 

Vitaminas

 

Tiamina -Vitamina B1                              1094,00mcg

Riboflavina -Vitamina B2                        118,00 mcg

Niacina -Vitamina B5                               7,71 mg

Ácido ascórbico - Vitamina C                10,30 mg

Vitamina A                                                  83 U.I.

 

Minerais  

 

Água                                                             5,00 g

Fósforo                                                        746,00 mg

Cálcio                                                           172,00 mg

Ferro                                                            5,0 mg

Sais                                                              3,60 g

   

Devido ao seu alto teor de gordura, a castanha-do-Brasil, assim como o coco, podem adquirir um paladar rançoso. Para evitar isso, além de ficar atento à data de validade das embalagens dos produtos beneficiados, convém conservá-las, com casca ou sem, na geladeira. A casca das castanhas é o mais eficiente meio de conservação, protegendo as amêndoas dos agentes oxidantes, permitindo a manutenção da sua qualidade sem maiores alterações. Sob refrigeração, a manutenção da qualidade das castanhas em casca e descascadas é de, pelo menos, 4 meses.

Informação nutricional

 

Por 100g

Porção 10g

%VD(*)

 Valor Energético

660 kcal 

70 kcal 

 Carboidratos

13 g 

1 g 

 Proteínas

14 g 

1 g 

 Gorduras totais

64 g 

6 g 

11 

 Gorduras saturadas

18 g 

2 g 

 Gorduras Trans

0 g 

0 g 

 Colesterol

0 mg 

0 mg 

 Fibra alimentar

3 g 

0 g 

 Cálcio

198 mg 

19,8 mg 

 Ferro

3,4 mg 

0,3 mg 

 Sódio

16 mg 

2 mg 

 

*Valores diários de referência com base em uma dieta de 2000 kcal.

 

 

Partes utilizadas:Castanha (semente) - pode ser consumida pura ou usada como ingrediente de diversas receitas de doces e salgados. ubprodutos:Graças à sua composição graxa, o óleo da castanha-do-Brasil também é utilizado como matéria-prima na fabricação de produtos farmacêuticos, cremes de limpeza, hidratantes, batons, sabonetes finos, xampus e condicionadores; Ouriço - Uso medicinal. Também é empregada na fabricação de objetos como cinzeiros, farinheiras e adornos. A entrecasca fornece uma espécie de tecido natural usado pelos indígenas em suas vestimentas. Casca - Oerece fibras úteis para calafetar embarcações.Caule: A madeira do castanheiro, rija e compacta, serve para construção civil e naval, mas hoje é ilegal derrubar castanheiras. Após a decadência da borracha, a castanha-do-Brasil passou a constituir o principal produto extrativo para exportação da Região Norte do Brasil, na categoria de produtos básicos. A exploração de exemplares nativos desta árvore é protegida por lei (Decreto 1282 de 19 de outubro de 1994) e seu fruto tem elevado valor econômico como produto extrativo florestal, mas não impede seu plantio com a finalidade de reflorestamento tanto em plantios puros quanto em sistemas consorciados. A castanheira-do-Brasil é uma das mais importantes árvores amazônicas conhecidas e sua exploração tem um papel fundamental na organização sócio-econômica de grandes áreas extrativistas da floresta. A colheita e beneficiamento das sementes constitui importante atividade econômica das populações amazônicas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região amazônica é responsável por 98% da produção nacional da castanha, atividade que reúne aproximadamente um milhão de pessoas só no território amazônico. Toda a produção é derivada da exploração dos castanhais nativos, feita por um tipo de trabalhador da região, o castanheiro. A colheita se faz de janeiro a julho.

 

4.Produção

 

Desde 1980, o Brasil tem uma produção anual de 40.000 toneladas. Castanhais nativos produzem de 16 a 120 litros de sementes por hectare. Uma castanheira nova produz de 30 a 50 ouriços por ano, enquanto as árvores maduras, de 200 a 400 anos, podem chegar a produzir 1000 ouriços em apenas um ano. E, ainda, essa alta produtividade pode ocorrer em anos alternados.As sementes da castanha-do-Brasil são objeto de intenso comércio, tendo cotação nas bolsas mundiais sob as designações de Brazil nuts ou Para nuts. É exportada para Inglaterra, França, Estados Unidos e Alemanha. Cerca de 20 mil famílias que moram na floresta extraem e vendem castanhas. O Brasil fornece 75% da produção mundial de castanha-do-pará, alcançando 45 mil toneladas anualmente. O comércio internacional é estimado em R$ 32 milhões.O consumo interno, no entanto, irracionalmente (já que seria um alimento fundamental para combater a desnutrição no país),  é mínimo (cerca de 2% da produção nacional). Entre as razões para o reduzido consumo, podem estar a baixa qualidade de conservação das castanhas e a dificuldade de se quebrar a casca. O gosto rançoso, derivado da má conservação parece ser o principal motivo da rejeição entre os brasileiros. Mas isso se resolve com mais informação e com o aprimoramento das técnicas de conservação, o que vem sendo objeto de estudo de muitos pesquisadores, já com resultados eficientes comprovados. Realidade da produção hoje- O resultado da exploração dos castanhais nativos, alem de servir para o sustento de uma grande parcela das populações da região amazônica, tem alcançado índices bastante relevantes no montante das exportações do pais. No entanto, nos últimos tempos, com o avanço da fronteira agrícola na Amazônia, milhares de castanheiras tem sido derrubadas pelas motos serras dos exploradores da madeira, pois, alem dos valiosos frutos, a castanheira produz valiosa madeira. Apesar de ilegal, este comércio vem causando uma significativa redução dos castanhais nativos, especialmente na região conhecida como Polígono dos Castanhais, no Estado do Pará. Em contraponto, outras localidades, no Acre e em Rondônia, por exemplo, vivem experiências muito bem sucedidas de exploração racional dos frutos da floresta. Ali, com o estabelecimento das chamadas reservas extrativistas, os trabalhadores, organizados em cooperativas, fazem a coleta da castanha e cuidam de seu pré-processamento, armazenando grandes quantidades. Assim, podem negociar diretamente com os grupos nacionais e estrangeiros interessados e conseguem obter melhores valores por seu produto. Mas não e só isso: experimentos desenvolvidos pelo Centro de Pesquisa Agro Florestal da Amazônia Oriental, da EMBRAPA de Belém do Pará, tem demonstrado que, ao lado de outras essências florestais, a castanheira-do-Brasil é excelente alternativa para o reflorestamento de áreas degradadas de pastagens ou de cultivos anuais. Assim, espera-se que, motivados pelos lucros advindos tanto da produção de frutos como da extração racional de madeira reflorestada, muitos proprietários e investidores se voltem para o cultivo da castanha-do-Brasil, deixando os castanhais nativos e seculares em paz.São frutos triangulares de forma ovalada, também chamados castanhas-do-maranhão (Bertholletia excelsa). Pertencem à família das Lecitidáceas. Estas castanhas têm debaixo da casca dura uma semente parecida com a amêndoa, muito saborosa, e consomem-se quase exclusivamente cruas. São muito ricas em óleo (70%). O óleo extraído do fruto em boas condições é claro, sem cheiro e de sabor agradável.A castanha-do-pará é indispensável aos desnutridos.Os desmineralizados, os anêmicos e tuberculosos encontram nessa castanha um alimento preciosíssimo. Recomendável na alimentação das crianças, das gestantes e das lactantes.A castanha-do-pará, na taxa de 20% evitou nova crise de beribéri.Rica em calorias, não perde para nozes. Possui grande teor de proteínas. Em virtude de seu valor protéico, é tida como carne vegetal.É aconselhável aos intelectuais por causa de seu teor de fósforo, e ao trabalhador braçal, em virtude de sua riqueza em gorduras. Deve-se mastigar bem a castanha-do-pará por ser de difícil digestão.Fruto da castanheira-do-pará, árvore de porte magnífico e dimensões notáveis, com tronco de até 4 m de diâmetro, chegando a alcançar 50 m de altura. O fruto (ouriço) é esférico, de 11 a 14 cm de diâmetro, com peso variável entre 700 e 1.500 grs. O ouriço tem casca lenhosa, muito dura, contendo de 11 a 22 amêndoas ou castanhas graúdas, envoltas por casca lenhosa fina, pouco resistente. Essas castanhas são comestíveis, muito saborosas e de elevado sabor alimentício. A Castanha-do-Pará é muito usada para a confecção de confeitos, recheios, coberturas de bolos, além de doces diversos. Quando frescas fornecem o leite usado na preparação de vários pratos típicos da cozinha paraense. Apreciada em todo o mundo, é um dos principais produtos de exportação do Pará.

 

5.Cadeia produtiva

 

DESCRIÇÃO DA ÁRVORE: arvore de porte majestoso frondoso, com copa dominante na região onde se encontra, medindo até cerca de 4 m de diâmetro. De crescimento moroso, chega a frutificar aos 8 anos, porém somente aos 12 atinge produção normal. Floresce entre os meses de setembro e dezembro para frutificar em janeiro a abril do outro ano. Seu fruto, um "ouriço", contém de 5 a 25 sementes ("castanhas") angulosas, agudas mais ou menos triangulares. A castanheira é uma árvore social encontrada em grupos sociais (castanhais), formando grandes matas.

 

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA;Estende-se desde o Estado do Maranhão e Mato Grosso (vale do Papagaio) até 10° de latitude através dos Estados do Pará (região de Alenquer, Almeirim e Óbidos); fronteira com a Guiana Holandesa e o Estado do Amazonas

 

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA:stende-se desde o Estado do Maranhão e Mato Grosso (vale do Papagaio) até 10° de latitude através dos Estados do Pará (região de Alenquer, Almeirim e Óbidos); fronteira com a Guiana Holandesa e o Estado do Amazonas

 

A castanheira (Bertholletia excelsa H.B.K) é conhecida também como castanha-do-Brasil e castanha-do-Pará e Brazil nut ou Para nut. Na 3ª Convenção mundial de Frutos Secos ocorrida 92 em Manaus, com a participação de mais de 300 empresários, convencionou-se chamá-la de castanha-da-Amazônia. Após a decadência da borracha, a castanha-do-Brasil passou a constituir o principal produto extrativo para exportação da Região Norte do Brasil, na categoria de produtos básicos. A exploração de exemplares nativos desta árvore é protegida por lei (Decreto 1282 de 19 de outubro de 1994) e seu fruto tem elevado valor econômico como produto extrativo florestal, mas não impede seu plantio com a finalidade de reflorestamento tanto em plantios puros quanto em sistemas consorciados. Contudo, o avanço da fronteira agrícola na Amazônia vem reduzindo progressivamente o extrativismo da castanha; sua derrubada pelas frentes de penetração da madeira e da pecuária, empurrou para áreas cada vez mais distantes os intermediários entre o coletador e os donos das usinas de beneficiamento.A castanheira apresenta várias aplicações: a) "ouriços" como combustível ou na confecção de objetos, mas o maior valor é a amêndoa, alimento rico em proteínas, lipídios e vitaminas podendo ser consumida ou usada para extração de óleo; b) do resíduo da extração do óleo obtém-se torta ou farelo usada como misturas em farinhas ou rações; c) "leite" de castanha, que é de grande valor na culinária regional; c) madeira com boas propriedades, sendo indicada para reflorestamento e empregada tanto na construção civil como naval.O beneficiamento pode ou não ser feito. As castanhas com casca podem ser vendidas desidratadas ou semi desidratadas ou ainda a granel (sem beneficiamento). As castanhas sem casca (amêndoas) são obtidas quebrando-se manualmente e podem ser vendidas com ou sem película. Devido ao formato irregular, há uma grande porcentagem que se quebra (Vianna, 1972).Segundo Sant’anna (1985), aproximadamente 10% delas se quebram, reduzindo seu valor comercial a apenas 60%do das castanhas perfeitas e a utilização dessa quantidade, bem como parte da produção na forma de subprodutos, é alternativa para o aproveitamento dessa matéria-prima de alto valor agroindustrial. Yokoya et al. (1971) consideram que o armazenamento e a conservação da castanha-do-Pará constituem os problemas mais importantes para sua comercialização.A castanha somente poderá ocupar um local de destaque na pauta de exportações e de mercado interno a partir do momento em que houver uma política de estímulo destinada ao produtor extrativista, mantendo o homem na floresta e aumentando a produção extrativista.Pesquisas com o melhoramento genético e germinação estão em andamento para a obtenção de variedades mais precoces e técnicas mais aprimoradas de manejo e cultivo desta espécie, além da modernização dos modos de beneficiamento da produção e armazenagem.A castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil é a semente da castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa) uma árvore da família botânica Lecythidaceae e nativa da Floresta Amazônica. É um fruto com alto teor calórico e protéico, além disso contém o elemento selênio que combate os radicais livres e muitos estudos o recomendam para a prevenção do câncer (cancro ou tumor).Castanha com casca é altamente consumida pela população local in natura, torrada, ou na forma de farinhas, doces e sorvetes. Sua casca é muito resistente e requer grande esforço para ser extraída manualmente.

 

6.Ação medicinal

 

Castanha-do-pará supre necessidades orgânicas de selênio- Estudo realizado pela pesquisadora Vanessa Coutinho, doutoranda do Laboratório de Nutrição-Minerais da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, constatou que a castanha-do-pará é um eficiente suplemento alimentar capaz de suprir a necessidade diária de Selênio. O mineral, ingerido em doses recomendadas, evita a propagação do câncer e diminui sua incidência, prevenindo cardiomiopatias e melhorando o sistema imunológico. Atua no equilíbrio do hormônio ativo da tireóide, reduz a toxidade de metais pesados e age como antioxidante, protegendo o organismo contra os danos provocados pelos radicais livres. O estudo submeteu um grupo de capoeiristas à suplementação do mineral por meio da ingestão de castanhas-do-pará. Os atletas foram divididos em dois grupos de jovens de ambos os sexos, sendo um deles composto por praticantes assíduos de capoeira, com uma média de treinamento de 190 minutos, no mínimo, quatro vezes por semana, e o outro tido como grupo controle. Ambos foram avaliados e suplementados pelo período de 160 dias, com uma única castanha-do-pará ao dia, que possui em média 59 microgramas de Selênio por noz, o que está dentro da recomendação nutricional ideal. Foram realizadas coletas de sangue e unhas no período inicial, após 70 dias, e no final do período (160 dias). Vanessa verificou a eficiência da castanha-do-pará na melhora do estado nutricional relativo ao selênio e na atividade antioxidante. Outros trabalhos realizados, mostraram evidências de que a população de São Paulo apresenta uma baixa ingestão do mineral. Esta baixa ingestão está relacionada à dieta habitual da população e ao teor do mineral no solo, que se diferencia entre as diferentes regiões. No Norte e no Sul do País, bem como no litoral, o solo é mais rico em selênio que, conseqüentemente, é mais absorvido pelas plantas. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste existe maior deficiência do mineral. A ingestão diária adequada de Selênio, de acordo com as recomendações internacionais RDA (Recommended Dietary Allowances), deve ser de 55 a 70 microgramas diárias. A quantidade encontrada na população de São Paulo, de acordo com a pesquisa, estava em torno de 20 a 40 microgramas por dia. Quanto à dieta da população,recomenda-se que sejam ingeridos alimentos com maior concentração de Selênio, como alimentos marinhos — peixes, moluscos, alimentos de origem animal — carnes e aves, e alguns cereais (o trigo) e, principalmente as nozes, em especial as castanhas-do-pará.É recomendável também que se faça uma reeducação alimentar, em que se possa corrigir a ingestão por meio da escolha de alimentos com maior teor de selênio como a própria castanha-do-pará.Porém, apesar da preocupação com a qualidade da dieta, devemos ter maior atenção nos casos de suplementação, pois a dose a ser oferecida deve estar de acordo com as recomendações nutricionais oficiais, a chamada dose fisiológica, e não megadoses, que o organismo não tem capacidade de absorver e utilizar adequadamente. Está provado que incluir amêndoa na dieta acentua a redução de peso. E tem mais: ela é rica em proteína, fibra, cálcio, ferro e gordura do bem, que protege o coração. Delicie-se sem culpa!Se as amêndoas, castanhas e nozes passam longe do seu cardápio por conta das calorias, você não sabe o que está perdendo. Essas delícias fazem parte do seleto grupo das frutas oleaginosas, que, além de carregarem muitos nutrientes, podem ser excelentes parceiras na hora de emagrecer. Estudos indicam que, quando aliadas a uma dieta, essas castanhas auxiliam na perda de peso, pois são ricas em gorduras monoinsaturadas, responsáveis por manter o nível de açúcar no sangue estável e ativar o metabolismo da queima de gorduras. O mais recente deles, publicado na revista norte-americana International Journal of Obesity, comparou os efeitos de uma dieta para emagrecer enriquecida com amêndoa a uma mais tradicional, suplementada com carboidratos complexos. O grupo que comeu amêndoa não só obteve mais sucesso na redução do peso e do total de gordura corporal como também teve mais facilidade em manter a perda de peso durante o tempo estudado. Lançar mão das gorduras do bem para emagrecer é um recurso cada vez mais defendido por especialistas no mundo todo, Defende-se que, por equilibrar o nível de insulina liberada pelo pâncreas, essas gorduras ajudam a converter os estoques de gordura corporal em energia. Além disso, os especialistas são unânimes ao classificá-las como ótimas moderadoras de apetite. Ao comer cinco ou seis nozes antes da refeição, você se sente saciado mais rápido e por mais tempo. E não é só isso. A família das castanhas é muito rica em nutrientes. Na lista de seus componentes benéficos entram fibras, proteína, cálcio, ferro, potássio, zinco, selênio, vitamina E, ácido fólico, entre outros. A castanha-do-pará, por exemplo, já ficou famosa por seu alto teor de selênio, mineral que atua no equilíbrio da tiróide (evitando oscilações de peso), previne tumores, fortalece o sistema imunológico e protege contra a ação dos radicais livres. Uma castanha-do-pará por dia supre todas as necessidades de selênio do organismo. O zinco, tem papel fundamental na produção de glóbulos brancos; magnésio, encontrado na maioria dessas castanhas, ajuda a controlar a pressão e a reduzir sintomas da tensão pré-menstrual; sem falar no potássio, que auxilia no desenvolvimento dos músculos. As gorduras monoinsaturadas presentes nesses alimentos também são uma vantagem e tanto. Elas reduzem o nível de colesterol ruim e aumentam o HDL, o colesterol do bem, responsável por limpar as artérias. Por isso, elas são armas poderosas para afastar as doenças cardíacas. Uma pesquisa norte-americana revelou que duas colheres de sopa de nozes por dia é capaz de reduzir em 13% o nível total de colesterol. Cada 1% do colesterol reduzido significa 2% a menos de risco de doenças cardiovasculares. Mas não se esqueça de que, mesmo sendo do bem, essas gorduras carregam muitas calorias. Um pacotinho de 100 gramas de amendoim ou castanha de caju, por exemplo. Nem é preciso dizer que, consumidas em exagero, acabam como estoque de gordura. Por isso, o recomendado é comer as castanhas no lugar de outro alimento, não apenas adicioná-las à dieta.Para quem quer usufruir dos benefícios das oleaginosas e ainda perder peso, a amêndoa é mesmo a melhor opção. Além de ser rica em nutrientes, 12 unidades têm menos de 100 calorias. As castanhas não só podem como devem fazer parte da sua dieta. Mas, por serem muito calóricas, é necessário consumi-las com moderação. Aqui vão algumas dicas de como inseri-las de forma criativa e deliciosa no seu dia.A castanha-do-pará oferece quase quatro vezes mais do mineral que fortalece o esqueleto — 40 miligramas —, contra apenas 11 da castanha portuguesa.Esse nutriente que garante disposição aparece muito mais na castanha-do-pará: 181 miligramas. Já a castanha portuguesa fica bem atrás, com 24 miligramas.A castanha-do-pará tem 16 gramas, contra 0,34 da castanha portuguesa, mas o bom é que são gorduras saudáveis, que protegem as artérias. A portuguesa contém 178 miligramas desse nutriente que combate a hipertensão, um pouco mais do que a castanha-do-pará, com seus 164 miligramas.A vitamina que diminui o risco de tumores ganha um certo destaque na castanha portuguesa — são 9 microgramas, contra 5 da castanha-do-para. Esse potente mineral antioxidante aparece aos montes na castanha-do-pará — são 740 microgramas. O azeite não é o único óleo prensado a frio. Este, extraído da castanha-do-pará, também é -- o que garante a preservação dos seus melhores nutrientes, sobretudo os ácidos graxos essenciais, não fabricados pelo organismo. O produto tem um sabor suave e pode ser usado para temperar saladas ou como ingrediente de vários tipos de receita, indústria especializada em óleos vegetais. A recomendação de consumo é de 1 a 2 colheres de sopa por dia.Os ácidos graxos essenciais, moléculas da chamada gordura do bem, sobram na castanha-do-pará. Destacam-se sobretudo os ômegas 6 e 9, comprovadamente benéficos para o coração. A oleaginosa contém, ainda, uma considerável quantidade de proteínas e dois minerais pra lá de importantes: o zinco, que afasta o risco de infecções oportunistas, além de atuar no crescimento e na cicatrização, e o selênio, que fortalece o sistema imunológico, equilibra a tireóide e previne tumores. Sem falar em outra riqueza a vitamina E, que é um poderoso antioxidante. Basta uma unidade para suprir as necessidades diárias desse nutriente. Adicione algumas gotas ao prato já pronto. E quem quer abaixar o ponteiro da balança deve ter cuidado, pois o produto é bem calórico -- uma colher de sopa soma 90 calorias.O mineral selênio, encontrado na castanha-do-pará, pode ajudar a proteger algumas mulheres contra o câncer de mama, de acordo com uma pesquisa. A castanha-do-brasil (ou castanha-do-pará), pertencem ao grupo das oleoginosas e são ricas em selênio, oligoelemento relacionado com o sistema imunológico e com as funções do sistema nervoso central. No caso da castanha-do-brasil, apenas uma unidade é capaz de fornecer a necessidade diária de selênio. Suas gorduras, monoinsaturadas, ajudam a prevenir doenças cardiovasculares. Uma delas, chamada betasistosterol, dificulta a absorção do colesterol pelo organismo. Alguns estudos mostram que as oleaginosas ajudam a prevenir câncer, esclerose múltipla e mal de Alzheimer. Fruta típica do norte do Brasil. A Castanha-do-pará pertence à árvore castanheiro. É um fruto com alto teor calórico e protéico. A castanha-do-pará é rica em selênio, que serve para prevenção de câncer nos pulmões e próstata. Esse selênio combate os radicais livres e agindo contra o envelhecimento. É utilizado para fortalecer o cérebro. É uma fruta oleaginosa que possui em sua composição uma grande quantidade de gordura vegetal de boa qualidade, que auxilia na oxidação de gorduras ruins como o LDL colesterol, possui selênio um potente antioxidante que protege as células contra os radicais livres. Além de proporcionar energia e proteínas, vitaminas e minerais ao organismo.

 

7. Pesquisas científicas

 

Cientistas da Universidade de Ilinois, nos Estados Unidos, acreditam ter descoberto de que forma o selênio interage com a química do organismo para oferecer proteção.Essa não é a primeira vez que cientistas falam das propriedades curativas do selênio, presente na castanha-do-pará, carne de fígado e rins.Estudos anteriores indicam que ele pode ajudar a reduzir a probabilidade de outros tipos de câncer e alguns associam a substância à diminuição no risco de doenças cardíacas.  pesquisa mais recente comparou a composição genética de amostras de tecido de mais de 500 mulheres que não tinham câncer de mama com a de 79 amostras de tecidos afetados pela doença.Os pesquisadores estavam procurando genes responsáveis pela produção de uma enzima que, eles acreditam, tem propriedades anticancerígenas. les descobriram que versões diferentes desses genes são mais comuns em tecidos afetados pelo câncer.A conclusão dos especialistas foi que algumas mulheres - com uma certa configuração genética - talvez se beneficiem de dietas mais ricas em selênio para garantir que sua enzima anticâncer funcione corretamente.Entretanto, os pesquisadores não recomendam a ingestão de selênio como suplemento alimentar, dizendo que a pesquisa ainda está em estágios iniciais.Por mais de 20 anos, estudos com animais mostram que pequenas quantidades de selênio na dieta podem conter o desenvolvimento do câncer em diversos órgãos.Dados relativos a animais são abundantes, mas quando se trata de seres humanos, temos apenas dados iniciais.Nós acreditamos que certas proteínas nas células dos mamíferos contêm selênio, e achamos que essa substância pode mediar os efeitos protetores, mas provar isso é difícil.O estudo foi publicado na revista Cancer Research. A Comissão do Código Alimentar, o órgão internacional da ONU sobre padrão de alimentos, realizou uma conferência em Genebra, na Suíça, para debater uma série de medidas de promoção à segurança em alimentos considerados de risco. A lista inclui a castanha-do-pará e o risco de contaminação com aflotoxina, uma substância que pode causar câncer. Entre as medidas da comissão também estão os limites à quantidade de cádmio no arroz e em moluscos, que levam a problemas neurológicos. A medidas ajudarão a informar consumidores de castanha-do-pará no Brasil e fora do país, nos casos de exportação do produto. A maioria dos países, onde a castanha é exportada, e também no Brasil, faz a análise. O problema é que o próprio consumidor armazena mal a castanha, em condições inadequadas principalmente com umidade, em sacos plásticos fechados que podem causar umidade e deteriorar a castanha. Um projeto desenvolvido no Acre tem incentivado o preparo de alimentos com farinha à base de castanha-do-brasil como alternativa para reduzir os elevados índices de desnutrição no estado. A castanha-do-brasil, também conhecida como castanha-do-pará, é uma amêndoa oleaginosa, de alto valor energético e rica em proteína.Por estes e outros valores nutricionais, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e professores da Universidade Federal do Acre iniciaram um estudo e analisaram os resultados obtidos a partir do consumo dessa farinha por crianças na Amazônia.A pesquisa começou em 2005 e intitulada Influência de alimentos enriquecidos com castanha-do-brasil e outros produtos regionais na recuperação de crianças desnutridas no Acre.A partir disso, o projeto Castanha Nutre foi desenvolvido durante oito meses com 150 crianças do Bairro Triângulo Novo e Taquari, na cidade de Rio Branco.As crianças apresentaram resultados satisfatórios.Essa proposta que criamos com a Embrapa, uma parceria da secretaria de Saúde de Rio Branco, mostra que é preciso uma reavaliação das políticas públicas nesses bolsões de pobreza. Por isso precisamos acompanhar cada criança, cuidar, verificar a alimentação e usar os recursos regionais para recuperá-las.O projeto Castanha Nutre teve apoio do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Além da castanha-do-brasil, estão sendo realizados estudos com outros produtos regionais da Amazônia para serem utilizados como alternativa na recuperação de crianças desnutridas no Acre. De agosto a fevereiro, 20 mil famílias da região amazônica têm um único objetivo:  coletar da castanha-do-pará. Eles buscam no chão da floresta uma cápsula de casca espessa (também conhecido como ouriço), de coloração marrom escura, que desprega dos galhos das árvores ao ficar madura. Dentro dela há 14 a 24 sementes que serão vendidas e lhe darão sustento. A castanha-do-pará sempre foi considerada um alimento nutritivo  devido sua elevada quantidade de gordura e de proteínas. Mais recentemente descobriu-se uma nova e importante propriedade: ser rica em antioxidantes.A castanha-do-pará é o alimento mais rico em substâncias antioxidante, graças ao elevado teor de vitamina E e de selênio. As substâncias antioxidantes são importantes no combate contra os radicais livres, que  danificam as células, causando doenças e acelerando o envelhecimento.

 

8.Óleo da Castanha do Pará

 

Este óleo da do da castanha-do-pará, também é prensado a frio  o que garante a preservação dos seus melhores nutrientes, sobretudo os ácidos graxos essenciais, não fabricados pelo organismo. O produto tem um sabor suave e pode ser usado para temperar saladas ou como ingrediente de vários tipos de receita.A recomendação de consumo é de 1 a 2 colheres de sopa por dia. Os ácidos graxos essenciais, moléculas da chamada gordura do bem sobram na castanha-do-pará. Destacam-se sobretudo os ômegas 6 e 9, comprovadamente benéficos para o coração. A oleaginosa contém, ainda, uma considerável quantidade de proteínas e dois minerais pra lá de importantes: o zinco, que afasta o risco de infecções oportunistas, além de atuar no crescimento e na cicatrização, e o selênio, que fortalece o sistema imunológico, equilibra a tireóide e previne tumores. Sem falar na vitamina E, que é um importante antioxidante. Basta uma unidade para suprir as necessidades diárias desse nutriente. O produto pode dar um gostinho especial à comida, mas não vale a pena usá-lo para cozinhar, já que é muito mais caro do que o óleo de soja, por exemplo, e não rende tanto. Adicione algumas gotas ao prato já pronto e isto será o suficiente.

 

 

FONTE:CREDIDIO,E.V.-“Alimentos Funcinais na Nutrologia Médica”-Editora Ottoni,Itu,SP,2007-3ºEdição.